Convivência com gatos em ambientes urbanos: percepção de estudantes de ciências biológicas

Mayza Costa Brizeno, Maria Helena Costa Carvalho de Andrade Lima, Ariene Cristina Dias Guimarães Bassoli

Resumo


As relações humanas com os gatos assumiram formas bastante variadas ao longo da história, passando do uso instrumental ao status de membro da família, gerando representações ambíguas sobre a espécie. Na condição de domésticos, encontram um alto índice de abandono, motivado pela falta de controle reprodutivo, problemas de convivência e falta de conhecimento sobre seu comportamento. Como consequência, as grandes cidades brasileiras enfrentam um problema de superpopulação de gatos em situação de abandono e diversos conflitos em torno de colônias de felinos, estabelecidas comumente em praças, parques, mercados e campi universitários. Com o objetivo de compreender como se dão as interações em torno de uma colônia de gatos, foi realizado um estudo com estudantes do Centro de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco, com aplicação de 215 questionários. Neste artigo, analisamos as representações dos estudantes sobre esses animais e sua presença no campus. Os resultados apontam a presença de opiniões de senso comum sobre o comportamento desses animais e sobre as possibilidades de contágio por zoonoses, mas, ao mesmo tempo, indicam uma preocupação com o bem-estar, que embasa a condenação às políticas de extermínio e aos maus tratos. O estudo aponta caminhos a serem trilhados em uma ação de educação ambiental voltada para um convívio mais saudável e menos conflituoso com os animais em situação de abandono.

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