Uso de rotíferas como bioindicadores na contaminação da água na Lagoa do Abaeté e na Lagoa do Urubu em Salvador-BA

Autores

  • Ágatha Xavier de Castro Campos
  • Ana Beatriz Lima Valença Dias
  • Nilza Karina Santos Serapião
  • Maria Alice Silveira Protasio Universidade Católica do Salvador
  • Eder Carvalho da Silva

Resumo

Para toda gestão pública, o saneamento básico é uma pauta muito importante. Entretanto, no Brasil, a falta do saneamento básico ou a má qualidade de distribuição dele, afeta significativamente o sistema de saúde. Isso se deve ao fato de que uma boa rede de saneamento básico pode prevenir muitas doenças, tais quais, diarréias, leptospirose, verminoses e outras. Diante de tal cenário, tem surgido a necessidade de novos estudos de avaliação de qualidade da água, que tem como finalidade mensurar a “saúde” de corpos d’água. Visto isso, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a ocorrência de indivíduos de um filo de bioindicadores - Rotifera - para avaliar o estado da qualidade da água das lagoas do Urubu e do Abaeté, em Salvador-BA. Foram definidos 5 pontos de coleta para cada lagoa, distribuídos de forma aleatória, as amostras foram coletadas diretamente, com auxílio de um coletor universal, e posteriormente analisadas qualiquantitativamente no laboratório da Universidade Católica do Salvador. Foram realizados cálculos referentes à abundância e frequência de ocorrência dos organismos. Os rotíferos foram identificados a nível de família, e 6 foram identificadas no total: Brachionidae, Euchlanidae, Notommatidae, Trichocercidae, Habrotrochidae e Philodinidae, todas ocorrendo na Lagoa do Urubu e apenas 4 destas na Lagoa do Abaeté. Verificou-se a necessidade de mais estudos acerca do filo Rotifera, assim como a importância de um planejamento adequado na implementação de políticas públicas de saneamento básico.

Publicado

2024-12-21

Edição

Seção

Semana de Mobilização Científica (SEMOC)