O TRABALHO EM MIGALHAS DOS PROLETÁRIOS DA ADVOCACIA NO CONTEXTO DA “ECONOMIA DAS PLATAFORMAS” NO BRASIL

Magda Cibele Moraes Silva, Ângela Maria Carvalho Borges

Resumo


Num panorama marcado por mudanças mundiais oriundas dos reflexos da reestruturação produtiva do capital, caracterizadas por intensa inovação tecnológica em uma sociedade cada vez mais conectada e sob os influxos neoliberais surgem, em meados da década de 1990, as plataformas digitais de intermediação/contratação de trabalho humano. Através de uma análise de informações contidas em três plataformas virtuais, foi possível desvendar as principais características do labor da advocacia nesse novo contexto. A investigação, tomando por base um referencial teórico crítico e analítico do sistema socioeconômico vigente e suas interações com a ciência e as tecnologias, debruçou-se sobre o modo de funcionamento das referidas empresas, a(s) principal(is) (re)configuração(ões) dos institutos basilares do mundo do trabalho e o processo de mercantilização da advocacia no Brasil – em andamento -, buscando, ainda, identificar quais as dimensões da relação do trabalho do profissional da advocacia estão sendo afetadas. Da análise, foi possível concluir que as plataformas virtuais configuram um acentuado processo de precarização das relações de trabalho do advogado no Brasil.

 


Palavras-chave


Economia Compartilhada. Precarização. Advocacia. Plataformas Digitais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.25247/2447-861X.2018.n245.p568-589

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