A REDUNDÂNCIA DA PRECARIZAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO JUVENIL: UM ESTUDO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR NO PERÍODO DE 2001 A 2011

Luiz Paulo Jesus de Oliveira

Resumo


O estudo objetiva analisar as principais transformações e especificidades dos processos de transição e inserção da força de trabalho juvenil no mercado de trabalho da Região Metropolitana de Salvador/Ba (RMS). A partir dos anos 1990, houve mudanças significativas no padrão brasileiro de transição escola-trabalho, provocadas pela expansão do sistema educacional e pela reestruturação produtiva, que implicaram o adiamento da entrada no mercado de trabalho e o desemprego no início das trajetórias de vida. Nos anos 2000, observa-se uma relativa melhora dos principais indicadores do mercado, mas tal processo não beneficiou os jovens da mesma forma que os adultos. Sobre eles recai a vivência desigual da precarização social do trabalho, estando mais vulneráveis ao desemprego e às formas de trabalho e contrato mais precários. Assim, conclui-se que, na cartografia social dos mercados de trabalho metropolitanos, os jovens trabalhadores da RMS são aqueles que estão mais expostos à condição mais instável e precária do mercado de trabalho: a condição de desempregados. Sobre eles o peso das transformações do mundo do trabalho assume feições próprias, cujos percursos, trajetórias de trabalho e expectativas futuras carregam as marcas materiais e simbólicas da herança socialmente imposta: filhos da precarização social do trabalho. Por fim, este estudo se baseia nos principais resultados da análise de dados secundários, produzidos a partir das PNAD's/IBGE de 2001 e 2011, da minha pesquisa de doutoramento concluída em 2013, no PPGCS/UFBa.

Palavras-chave


Juventude trabalhadora. Precarização Social do Trabalho. Mercado de Trabalho na Região Metropolitana de Salvador.

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