A ESPACIALIZAÇÃO DA MORTE E PADRÕES MÓRBIDOS DE GOVERNANÇA ESPACIAL: HOMICÍDIOS DE JOVENS EM SALVADOR 2010-2015

Márcia Esteves de Calazans, Bianca Santos Souza, Karina Matos da Silva Moitinho, Caroline Ribeiro Cardoso, Rafael Casais Neto

Resumo


Este artigo apresenta os resultados da pesquisa Organização Social do Território e os Homicídios dos Jovens em Salvador (2010-2015), concluída no primeiro semestre de 2016. A distribuição desigual das mortes violentas no espaço urbano da cidade de Salvador e as áreas urbanas da periferia que concentram elevadas estatísticas de violência letal possibilita-nos denominar a existência da espacialização da morte. Os dados sugerem como apontou Jaime Amparo Alves (2011) em estudo semelhante para a Cidade de São Paulo, que a distribuição desigual da morte nessa cidade se constitui em uma necropolítica estatal de gestão do espaço urbano e controle da população, seja por omissão, seja por cumplicidade, com os padrões mórbidos de relações raciais no Brasil. Com a metodologia baseada na análise de dados secundários, esta investigação se coloca como uma possibilidade de visualizar as distribuições e distinções na produção da violência homicida, além de proporcionar um ponto de partida para críticas teóricas e metodológicas sobre a forma e construção dos dados oficiais. 


Palavras-chave


Governança Espacial. Territórios. Espaço Urbano. Juventudes.

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