RELAÇÃO DE MERCADO E TRABALHO SOCIAL NO HIP-HOP

Jorge Hilton De Assis Miranda

Resumo


Primeiramente, é importante esclarecer que o Hip-Hop tem origem afro-americana. É uma manifestação mundial de cunho sócio-político-cultural composta por quatro elementos: rap, breaking, graffiti e DJ, ou seja, música, dança, artes-plásticas e discotecagem. Na Jamaica surgiu o que talvez seja o mais importante elemento do Hip-Hop: o DJ, abreviação de Disc Jockey. “Disc” em português é disco e “Jockey” é manobrista, então, traduzindo o DJ é um manobrista dos discos. Na Jamaica cultivava-se a tradição oral dos griots, contadores de histórias que através de versos passavam de pai para filho as tradições das tribos africanas. Em 1969, com a crise econômica na ilha, o DJ jamaicano de pseudônimo Kool Herc e outros migram para os Estados Unidos, fixando-se no gueto nova-iorquino conhecido por Bronx. Ele introduz duas importantes tradições jamaicanas que influenciaram de forma significativa a cultura local: os “sound systems” (sistemas de som armados na rua para animar festas) e a arte inspirada nos griots de se recitar versos improvisados em cima de bases musicais. Essa arte veio desembocar em meados dos anos 70 no Rap, abreviação de Rhythm and Poetry (Ritmo e Poesia). Essa era a forma de lazer dos jovens negros e latinos marginalizados que cada vez mais foi se desenvolvendo e se relacionando com outras linguagens artísticas. Equipes de dança surgiam e desenhos cada vez mais elaborados eram feitos em muros e metrôs para demarcar territórios. As festas realizadas nas ruas juntavam centenas de pessoas. Eram organizadas por DJs, o mais famoso dos quais foi África Bambaataa, aquele que teve a brilhante idéia de batizar aquelas quatro manifestações artísticas de Cultura Hip-Hop.

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DOI: http://dx.doi.org/10.25247/2447-861X.2006.n223.p32%20-%2041

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Cadernos do CEAS: Revista Crítica de Humanidades
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