Os Cadernos do CEAS são uma revista criada pelo Centro de Estudos e Ação Social - CEAS (Salvador - Bahia), sob a inspiração da Companhia de Jesus, com a finalidade de articular a investigação da realidade (‘estudo’) à prática (‘ação’). Teve seu início em 1969 e discutiu, ao longo de 40 anos, a realidade brasileira em sua inserção mundial, denunciando formas de opressão e desigualdades sociais e indicando as iniciativas das classes populares como caminho para superá-las.

Do primeiro número, publicado logo após a decretação do AI-5 pela ditadura militar, passando pelos complexos anos 80 e pelos difíceis anos 90, conseguimos adentrar o século XXI como um espaço de reflexão  crítica, plural, com fortes vínculos com os movimentos sociais e  muito próxima da academia. Neste novo milênio, com o acirramento da concorrência dos periódicos eletrônicos, o número de assinantes dos Cadernos se reduziu drasticamente, o que levou à suspensão da sua publicação, em junho de 2009.

Naquele momento, os Cadernos do CEAS tinham uma tiragem de mil exemplares, estavam na edição nº 233 e se mantinham como uma publicação  importante na área social, com periodicidade regular, pontualidade na publicação e larga divulgação junto aos movimentos sociais urbanos e rurais, na academia e nos setores religiosos. Menos de dois anos antes da suspensão, ainda contava com 500 assinantes, além das 200 permutas com revistas de instituições e bibliotecas do Brasil, América Latina e Europa (no caso desta, predominantemente centros acadêmicos dedicados a estudos latino-americanos).

Depois de reestruturar-se, o CEAS estabeleceu (2015) parceria com a Universidade Católica do Salvador (UCSal), através do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais, e com a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), através do Instituto Humanitas, com a finalidade de retomar a publicação da revista Cadernos do CEAS, agora em coedição dessas instituições acadêmicas e adotando o suporte eletrônico, sem prejuízo de eventuais edições impressas.